Porco Sujo
Enorme, singra, sereno, no
rio o enorme barco motor.
O empurram grandes hélices
movidas por potente motor, controlado pelo maquinista; alertado por estridente campainha;
ativada por atento piloto; liderado pelo soberbo comandante.
Tranquilos, tripulantes e passageiros passam o tempo a conversar, Jogar, cochilar.
Na escuridão reinante um fraco ponto de luz sinaliza:
passageiro ou carga na beira.
Tilililimmmmmmm!!!! Faz a campainha na cabine;
Hooommm, ronca o motor do vaso no ventre.
Boa!!! Grita o acenante.
Boa, ecoa o comandante.
Feito o embarque, segue
viagem o bicho motor.
Ao
raiar do dia, ao longe ouve-se a sirene roncar. A gente
desperta, acorre ao porto pras novidades esperar.
Contagiam o trapiche a
alegria, a curiosidade: todos procuram novidades – presentes, latas usadas, pão dormido,
biscoitos, brinquedos... noticias
da cidade.A festa na “beira” na chegada do Oliveira Filho,
Porco Sujo (re)existe, mas apenas na emoria. O passado está esquecido nos escombros da historia.
Dá saudade lembrar.
Porco Sujo, me leva, de novo
quero navegar!
Arturo Cortez.
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