sexta-feira, 18 de maio de 2012



Porco Sujo

Enorme, singra, sereno, no rio o enorme barco motor.
                            O empurram grandes hélices movidas por potente motor,
                             controlado pelo maquinista;                                                                                                                                               alertado por estridente campainha;
                                     ativada por atento piloto;                                                                                                                                         liderado pelo soberbo comandante.
                                        Tranquilos,                                                                                                                                     tripulantes e passageiros passam o tempo a conversar, Jogar, cochilar.
                     
                                    Na escuridão reinante um fraco ponto de luz sinaliza:   
                                           passageiro ou carga na beira.
                                     Tilililimmmmmmm!!!! Faz a campainha na cabine;
                                    
                        Hooommm, ronca o motor do vaso no ventre.

Boa!!! Grita o acenante.
Boa, ecoa o comandante.
                                          Feito o embarque, segue viagem o bicho motor.

                               Ao raiar do dia, ao longe ouve-se a sirene roncar.                                                             A gente desperta, acorre ao porto pras novidades esperar.
                  Contagiam o trapiche a alegria, a curiosidade: todos procuram novidades –                           presentes, latas usadas, pão dormido, biscoitos, brinquedos...                                               noticias da cidade.

                                   A festa na “beira” na chegada do Oliveira Filho,
                                                    Porco Sujo                                                                                                                                   (re)existe, mas apenas na emoria.                                                                                                                                                                 O passado está esquecido nos escombros da historia.

Dá saudade lembrar.

Porco Sujo, me leva, de novo quero navegar!

Arturo Cortez.





















































































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UNIÃO ABENÇOADA

Entenda a validade do matrimônio em relação à disparidade de culto

Côn. Carlos Antônio da Silva - Mestre em Direito Canônico e Vigário Judicial do Tribunal Interdiocesano de Aparecida – SP.        
  Existem muitas dúvidas por parte dos féis sobre a doutrina católica do matrimônio. O casamento entre uma mulher católica e um homem muçulmano, por exemplo, ainda causa uma série de dúvidas sobre a validade dessa união. Penso que entre essas religiões compartilham a mesma fé em um Deus único e bom, que ao criar o homem e a mulher, abençoou sua união (Bíblia, Gênesis 1,27-28; Alcorão, Al-Baqara [2] 35). Desse modo, acreditamos também que já existia verdadeiro matrimônio antes do Senhor Jesus e do Profeta Maomé. Por isso, aceitamos que, fora da Igreja ou do Islã, existam pessoas que se casam validamente.                                                                                              Esclarecendo: É um fato que a Igreja Católica prefira que seus fiéis se casem com pessoas católicas, batizadas, mas admite também casamento de católicos com não batizados. Para isso, é preciso que o Ordinário local (Bispo diocesano ou Vigário Geral ou Vigário Episcopal) conceda a dispensa do impedimento de disparidade de culto (cân. 1086). A parte católica deverá declarar sua intenção de permanecer fiel à sua fé e que fará o possível para batizar e educar os filhos na fé católica (cân. 1125, 1º). E a parte não católica deve ser avisada desse compromisso que seu futuro cônjuge assume (cân. 1125, 2º). Um matrimônio assim celebrado, não possui a plenitude de sacramento, à qual Cristo elevou o matrimônio dos fiéis (e que só pode existir quando ambos são batizados (cân. 1055, § 2), mas é também um matrimônio santo, abençoado pelo Criador. A parte católica continua com todos os seus direitos na Igreja, inclusive no que se refere à recepção da Eucaristia e dos demais sacramentos).     Quanto à cerimônia, a Igreja prefere que seus fiéis se casem em rito católico, mas particularmente no caso de um dos cônjuges não ser católico, permite que celebrem validamente o matrimônio em outro rito religioso ou civil. Para isso, é necessária a dispensa da forma canônica, que o Ordinário local também pode conceder (cân. 1127, § 2). Somente é proibida uma dupla celebração religiosa (cân. 1127, § 3). Vale notar que a referida dispensa da forma canônica não pode ser dada para um matrimônio entre dois católicos, a não ser em um caso de perigo iminente de morte (cf. interpretação autêntica ao cân. 87, § 1).                                                          
                    Atenção: A bem da verdade devemos dizer que esses aspectos não são os mais importantes. Há uma questão mais séria que precisa ser considerada e que se refere à parte fundamental do matrimônio, que é o consentimento (cân. 1057). Quando a Igreja Católica fala de “matrimônio”, ela entende uma realidade bem determinada, que possui características próprias, sem as quais não pode existir. É o que chamamos de “propriedades essenciais do matrimônio”, a saber, a unidade e a indissolubilidade (cân. 1056). O matrimônio católico é uno, ou seja, só pode ser celebrado com uma pessoa; o homem não pode ter simultaneamente duas ou mais esposas, nem a mulher podem ter dois ou mais esposos. O matrimônio católico também é indissolúvel, não admite o divórcio. Essas “propriedades essenciais” devem ser aceitas por todos aqueles que pretendem contrair matrimônio reconhecido como válido pela Igreja Católica (cân. 1125). Mas, poderemos objetar, porque existem católicos que se casam admitindo a hipótese de se separar e contrair novo matrimônio, no caso daquele casamento “não dar certo”. E eu vou reconhecer que, infelizmente, isso é verdade! Contudo, conforme a nossa fé, também esses católicos não estão celebrando um matrimônio verdadeiro! E é por isso que muitos casamentos celebrados na Igreja Católica são declarados nulos pelos Tribunais Eclesiásticos. Portanto, prescindindo uma opinião geral sobre o casamento (cân. 1099), se o homem (professa outra religião) ama sua noiva a ponto de desejar se casar exclusivamente com ela e desejar que essa união seja para toda sua vida, então o nubente pode pedir o matrimônio católico. Caso contrário, mesmo que o Papa abençoasse essa união, ela não seria um matrimônio como a Igreja o entende (cân. 1057).



Anel da Pureza

Quem ama, espera!

Circula na internet uma matéria com o titulo acima, publicado na imprensa (Dolores Orosco, G1, São Paulo). Ídolos pop levantam a bandeira da virgindade e fãs adotam ‘anel da pureza’, como símbolo da abstinência sexual até o casamento. Os Rapazes do Jonas Brothers, Miley Cyrus, atriz de ‘Hannah Montana’, o trio Jonas Brothers, usam o anel.

Por exemplo, o estudante paulistano Paulo Sérgio dos Santos, de 18 anos, fã dos irmãos americanos Kevin, Joe e Nick – os Jonas Brothers – resolveu adotar a idéia e afirma: ”O anel é discreto, mas tem um significado especial. Sempre planejei me guardar para a mulher certa”.
O “anel da pureza” surgiu nos Estados Unidos, em 1994, na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, Estados Unidos, com o programa “True Love Waits” (Quem ama, espera!) , que prega a abstinência sexual até o casamento.

O projeto percorre escolas e instituições ligadas à juventude; começou na Igreja Batista e depois foi adotado por diferentes crenças em mais 13 países. Segundo Jimmy Hester, coordenador do TLW, cerca de 3 milhões de jovens fazem parte do programa. “Esse é o número que temos documentado. Durante as palestras, alguns adolescentes assinam nosso acordo de adesão”, diz. No início, a organização lançou uma pulseira de plástico para simbolizar a filosofia. Depois o acessório foi trocado por um pingente de prata, mas só ganhou popularidade com o “anel da pureza” – acessório que pode ser usado por meninas e meninos. “Não fabricamos mais a jóia. Atualmente há inúmeras instituições que as vendem e alguns jovens preferem desenvolver seu próprio anel”, diz Hester.

O pacto que assumem diz o seguinte: “Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, minha família, meu namorado, meu futuro companheiro e meus futuros filhos a ser sexualmente pura até o dia em que entrar numa relação de casamento” (Jornal do Brasil, Ana Maria Mandin, 12/03/94).Nos Estados Unidos, o TLW é alvo de críticas, o que não é de se espantar num mundo onde o que tem valor é o “politicamente correto”, muitas vezes imoral.

Alguns especialistas acreditam que estes jovens ainda não têm maturidade para optar pela abstinência. Mas o coordenador discorda. “Acredito que os críticos não dão crédito suficiente para a nossa juventude. Quando os moços são conscientizados sobre as conseqüências físicas, emocionais e espirituais que uma vida sexual ativa engloba, eles se tornam capazes de tomar a decisão correta”.

É lamentável que alguns “especialistas” pensem que a juventude só é capaz de aderir ao vício e ao pecado, e não à virtude. A ginecologista Albertina Duarte Takeuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, considera a opção pela virgindade “válida” e acha positivo que o tema venha à tona graças aos ídolos do pop. “Todo adolescente acha que suas verdades são absolutas. O importante é respeitá-lo em seus valores e manter um canal de diálogo aberto”, defende. O coordenador do TLW diz “celebrar” o fato de que artistas famosos preguem a castidade. “Ficamos satisfeitos com a postura dos Jonas Brothers. Mas ela é tão importante quanto a do garoto que vive numa comunidade rural e passa a idéia adiante”, compara Hester.

Certamente alguns jovens poderão usar o anel mais como moda que para eles pode ser passageira, mas é certo que muitos o usarão com convicção e poderão estimular muitos outros a viverem a beleza da virtude da castidade. A lei de Deus manda não pecar contra a castidade. Este exemplo do TLW não é único, e mostra o renascer da castidade. Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em janeiro de 1995, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar da missa que ele celebrou em Manilha; nesta ocasião um grupo de 50.000 jovens entregou ao Papa um abaixo assinado se comprometendo a viver a castidade. Ela é a virtude que mais forma homens e mulheres de verdade, de acordo com o desejo de Deus, e os prepara para constituir famílias sólidas, indissolúveis e férteis.

É preciso, portanto, que nós cristãos, tenhamos coerência e coragem para transmitir aos jovens esses valores, que são divinos e eternos. O remédio principal que a nossa sociedade doente precisa é de uma escala de valores condizente com a dignidade humana,  sob pena de nos igualarmos aos animais. O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para viver para sempre na glória de Deus. Isto dá um novo sentido à vida. Não fomos criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro. Fomos feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas tendências naturais.

Já é hora de voltarmos a falar aos jovens, corajosamente, sobre a importância da castidade e da virgindade. Também nós católicos estivemos muito tempo “encolhidos” de medo de um mundo neo-pagão que ri da castidade e da pureza da alma. Não há, sem dúvida, melhor preparação para o casamento e para o futuro, do que viver a castidade na juventude.

Precisamos mostrar aos jovens que para haver a castidade de atos, é necessário haver antes a castidade de pensamentos, palavras e desejos. É preciso, corajosamente, desafiá-los a dizer não a toda prostituição, pornografia, filmes eróticos, moda excitante, etc. É preciso mostrar-lhes que cada corpo humano é templo do Deus vivo que ali habita pelo seu Santo Espírito (1Cor 3,16; 6,19).

Infelizmente a pregação da Igreja, com poucas exceções, arrefeceu diante do avanço da imoralidade, e, por isso, ela grassou rapidamente. Muitos e muitos jovens se separam com poucos anos de casamento, porque não exercitaram a sua vontade na luta árdua da vivência da castidade.

Quanto às críticas, paciência! O Senhor disse: “Felizes sereis quando vos caluniarem; quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus…” (Mt 5,11-12).

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br