Assunção de Castro
Pretendo veicular um pouco da historia de Irituia em suas diversas etapas. Espero contar com a participação dos que amam esta terra e dos que não a conhecem ou apenas ouviram falar. Aceito sugestões e opiniões para melhorar o serviço.
sábado, 8 de abril de 2017
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
A vida de Jesus até o inicio da vida publica..
Li e recomendo a meus amigos este texto.
O
que fez Nosso Senhor nos anos decorridos até o seu Batismo? Quais eram suas
ocupações? E, sobretudo, que razão sapiencial O levou a viver entre os homens
durante tantos anos sem lhes manifestar sua divindade?
Lucas Garcia Pinto
Os Evangelhos, luz perene para os
fiéis até o fim dos tempos, nada relatam sobre a vida diária no lar da Sagrada
Família. E poucos detalhes nos transmitem dos principais episódios da infância
de Jesus, como a Apresentação, a adoração dos Reis, a fuga para o Egito ou a
perda e encontro do Menino Jesus no Templo. Apenas São Lucas, após narrar
esta cena, faz referência à vida oculta de Nosso Senhor, resumindo-a nesta
curta frase: "Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era
submisso" (Lc 2, 51).
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O que fez Jesus nos anos
decorridos até o seu Batismo no Jordão? Quais eram suas ocupações? Frequentou
alguma escola? Teve amigos? Sobretudo, que razão sapiencial O levou a viver
entre os homens durante tantos anos sem lhes manifestar sua divindade?
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Estas e muitas outras perguntas
vêm sendo suscitadas pela piedade dos fiéis, desde os primeiros anos do
Cristianismo. Cabe saber se para elas há alguma resposta...
Na
casa de Nazaré, o chefe era São José
Com base em diversas passagens
dos Santos Evangelhos, podemos compor alguns aspectos da vida de Nosso
Senhor Jesus Cristo em Nazaré.
No início de sua vida pública,
vê-se que Ele era conhecido como "Jesus de Nazaré, filho de José" (Jo
1, 45; Lc 4, 22). Na sinagoga da sua cidade natal, os judeus se perguntam:
"Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua Mãe?" (Mt 13,
55). E segundo São Marcos, os nazarenos O conheciam como "o carpinteiro, o
Filho de Maria" (Mc 6, 3).
Portanto, com base nas palavras
da Escritura, sabemos que Jesus era, não apenas "filho do carpinteiro",
mas carpinteiro Ele próprio. Bela lição de humildade e despretensão! O Homem-
Deus, que com um simples ato de vontade poderia criar quantos universos
quisesse, exerceu uma humilde profissão de trabalhador manual!
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Mais ainda: na casa de Nazaré, o
"maior se submete ao menor".1 Maria Santíssima, venerada como Senhora
e Rainha por todos os Anjos, obedecia a seu esposo e, por outro lado, exercia
autoridade materna sobre o Filho do Altíssimo. E São José, reconhecendo embora
a superioridade insondável de Maria e a infinita de Jesus, dava ordens e
conselhos à Sabedoria Eterna e Encarnada. O Evangelista não deixa dúvida a
este respeito: Jesus "lhes era submisso" (Lc 2, 51).
Fazendo-Se Homem, sujeitou-Se às
"mesmas provações que nós, com exceção do pecado" (Hb 4, 15),
deixando-nos assim um exemplo a seguir (cf. I Pd 2, 21). Entretanto, num ponto
Ele não Se submeteu às contingências humanas: não frequentou nenhuma escola
rabínica. Com efeito, lê-se no Evangelho de São João: "Os judeus se
admiravam e diziam: Este Homem não fez estudos. Donde Lhe vem, pois, este
conhecimento das Escrituras?" (7, 15).
Com isso, quis porventura nosso
Redentor ensinar ou sequer insinuar que os jovens não precisam submeter-se à
disciplina e aplicar-se ao estudo? Por certo, não. Todos os fatos de sua vida
devem ser contemplados levando em consideração seu desejo de fazer o bem a
todos. Ao ouvir a pergunta dos judeus, acima relatada, respondeu Jesus:
"A minha doutrina não é minha, mas d'Aquele que Me enviou" (Jo 7,
16). Se tivesse Ele frequentado o curso de algum mestre da Lei, esta sublime
afirmação perderia algo de sua força perante certos judeus, sobretudo os
fariseus, os quais dariam pouco crédito aos seus ensinamentos, sob a alegação
de terem sido aprendidos de um mestre humano.
Maria
e José, as criaturas mais amadas por Deus
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Resta-nos, agora, fazer uma
reflexão sobre a mais interessante das questões levantadas no início deste
artigo: que razão sapiencial levou Nosso Senhor Jesus Cristo a viver entre os
homens durante tanto tempo sem lhes manifestar sua divindade? Dos seres
criados, aqueles que mais refletem a Deus são os dotados de inteligência:
Anjos e homens. A todos o Criador inunda com seu amor. E aos que mais Ele ama,
incumbiu de missões mais excelsas e concedeu maiores dádivas.
Ora, entre as meras criaturas,
nenhuma é tão amada por Deus como a Virgem Maria. Escolhida desde toda a
eternidade para ser a Mãe do Verbo Encarnado, n'Ela, por assim dizer, esgotou o
Altíssimo sua capacidade de adornar, enriquecer de dons, cumular de
privilégios. A Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa do Espírito Santo
está incomparavelmente acima de todos os seres criados. Os Anjos e os homens se
rejubilam em honrá-La como sua incontestável Rainha e Senhora.
Por outro lado, quis a Trindade
Santíssima associar a Ela um esposo terreno como casto guarda da Virgem e
sustentador do Filho de Deus. E o varão escolhido para essa sublime missão não
poderia ser desproporcional, em virginalidade e santidade, à Santa Virgem
das virgens. Forçoso é, portanto, reconhecer que São José ocupa lugar
preeminente no amor de Deus, logo abaixo de Maria Santíssima.
Considerando, assim, a predileção
das três Pessoas Divinas por este Santo Casal, pode-se muito bem conjecturar
que Jesus tenha querido consagrar os trinta anos de sua vida oculta à maior
santificação de Maria e José, manifestando só a eles sua divindade.
(Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2015, n. 157 , p 30/31)
sexta-feira, 5 de julho de 2013
IRITUIA, MAGIA E SEDUÇÃO.
IRITUIA, MAGIA E SEDUÇÃO
– JULHO / 2008 – publicado no INFORMATIVO POPULAR.
Muito antes de surgirem as primeiras ocas indígenas, às
margens do rio Irituia, habitava aquelas paragens uma legião de seres
encantados que protegiam a fauna e a flora, primeiro, depois também adotaram os
primevos habitantes, aporfilharam seus descendentes e ainda hoje tutelam os que
ali nasceram, fixaram-se, e ou, visitam o
pequeno burgo tuiaense. Eu mesmo, que nascido fui, sob os olhares dessas
entidades lendárias, saboreei, junto com o leite materno, seus benéficos
eflúvios; cresci sob a proteção de São Benedito e Nossa Senhora da Piedade;
embalei-me sob as tiradas de bumba meu boi do Paco
Chico; dancei o carimbó do Américo Gago; imitei o bailado do Pixista, Tia
Bibiana, Antonio Cachorro e outros tradicionais passistas do samba/carimbó;
amorenei-me nas águas pretas do rio, naveguei e nadei nos banzeiros dos barcos
e canoas a motor.
Este ano, (2008), os que tivemos o privilegio de participar do
XXIII Fecuiri, vivenciamos momentos de genuína magia e nos rendemos ao poder de
sedução da cultura popular. Duas décadas de exaustivo, mas prazeroso exercício
cultural, possibilitaram o aprimoramento que beira a excelência no trato das
manifestações tipicamente papa pão. Apenas e tão somente as ricas
apresentações locais preencheriam o ano todo, sem repetição, com lindas
canções, belos artesanatos e devoções, todavia, em apenas quatro noites desfilaram,
ante olhos e corações extasiados bois bumbás dos Mestres Valeriano e Aerolino; o legitimo gingado do carimbó dos grupos Vaticano
e Lagoanos; a piedosa contrição da folia e
ladainha de São Benedito, entoada pelo Bem-Bem e companheiros; a exuberância
coreográfica e sensualidade dos grupos de dança; a magistral interpretação de
Chiquinho do Cavaco; a harmonia da dupla Pingo e Raí; a criatividade dos trajes e a beleza das
candidatas a rainha do evento; a sagrada performance das bailarinas e pajens do
Tuia-Poranga e Meu Redil, que, qual ninfas e ninfeus velam pela perpetuidade da
tradição, traduzem, de maneira autentica e contagiante, o telúrico da terra de
Conceição Malheiros, refletem o tradicional e o moderno da gente irituiense e
emitem, de “Irituia, para o Pará, de Irituia para o Brasil, de Irituia para o
mundo” a majestade ‘airi-tuiana’ (arvore da vida).
O Fecuiri de 2013 retoma a proposta ao trazer para o palco a riqueza cultural do município, já no dia 07 de julho, com o olhar sobre Irituia e as três noites do festi, propriamente dito, com apresentações de trabalhos já consagrados dentro e fora da cidade, a genuína arte musical paraense com Arraial do Pavulagem e Nilson Chaves, nos dia 19 a 21. Vale de demais a pena participar do evento que revela a alma tuiaense, que ainda hoje é protegida pelos encantados do rio Irituia e desfrutar do caloroso abraço da gente de nossa terra.
sábado, 11 de maio de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Da Irituia que me viu nascer não existe nem vestigio. Uma pena.
Aspecto do porto de Irituia nos dias atuais. Quem chega ao local a partir da Igreja Matriz, passando ao lado da Praça, tem esta visão do porto. Até meados dos anos 1960 o porto era muito movimentado e o rio tinha profundidade suficiente para a navegação de barcos, canoas e motores. Com a eclosão da BR 010, pouco a pouco o movimento foi se transferindo para a estrada e o porto ficou no esquecimento. O trapiche que era de madeira foi destruído e no lugar surgiu a estrutura em concreto que nunca foi concluída e serve apenas de bar. A "beira", como era conhecida a margem do rio, abandonada perdeu a beleza natural e tornou-se lugar improprio para banho, mesmo assim no verão as pessoas pra lá acorrem e fazem a festa. Essa rampa que se vê era mais estreita e tinha diversos degraus como se fosse uma escadaria, era iluminada nas laterais. Se me perguntam se gosto mais do aspecto atual ou do antigo, não titubeio e afirmo que gosto do antigo. Quem não conheceu a Irituia da minha infância gosta do que vê, mas os que conhecemos os áureos tempos, o preferimos, com muita saudade e vontade.
terça-feira, 30 de abril de 2013
PACIENCIA E PERSEVERANÇA COSTUMAM DAR BONS RESULTADOS
“Existem momentos na vida da gente que
simplesmente nos iluminam e quando estamos tristes eles voltam a mente como
melodia que nos segue por todos os lados, porem sem nos distrair”. Papa João
XIII. Este pensamento do “Papa Bom” reflete o que sinto com relação a Irituia.
Por haver nascido e vivido até a adolescência na cidade, tenho enorme arquivo
de “momentos da vida” que me iluminam. Embora não seja, esteja triste, esses
momentos retornam “como melodia” e me movem para frente. Tenho conversado com
algumas pessoas e, com elas, descoberto semelhanças de “momentos” e anseios por
resgatá-los. Um dos meus interlocutores frequentes é meu primo Antonio
Assunção, o Cabeça. Viajamos sem sair do lugar, percorremos os lugares onde em
tempos diferentes - ele é mais moço que eu – pererecamos pinotando pelos
campinzais, escorregando por arvores, chapinhando em igarapés e outras traquinagens
pueris, próprias das crianças de outrora.
Em comum temos também o sangue que nos torna sonhadores dos mesmos
sonhos e seguidores dos mesmos ideais. Motivados por esse cabedal montamos o projeto
de reconstituir a arvore genealógica da família. Com outro amigo, este mais
novo, todavia, não menos importante, temos afinado o discurso e a disposição de
nos lançar na luta por resgatar a historia cultural irituiense. Os três temos
certeza que o projeto se materializará, basta que mantenhamos o foco e
encontremos parceiros que subsidiem as ações. Até acreditamos ter localizado um
possível apoiador. Assim sendo, em curto tempo apresentaremos ao publico um
trabalho que revitalizará a historia irituiense e, ao mesmo tempo, refrescará a
memória dos mais vividos e será motivo de orgulho aos iniciantes da vida.
Paciência e perseverança costumam dar bons resultados. Isso nós temos em
abundancia. Coragem também.
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